A Polícia Militar do Estado de São Paulo resolveu mudar a forma de gerenciar sua área de Tecnologia da Informação, cuja equipe é formada por 290 policiais militares e 130 profissionais contratados que atendem 130 mil policiais usuários através de soluções ou serviços de tecnologia e telecomunicação.
A mudança começou em 2006 e envolveu diversos projetos. Entre eles destacam-se o sistema de gestão SRM 7.1, da IBM, implementado entre junho de 2008 a maio de 2009, e a prática dos 26 processos do ITSM, que será concluído oficialmente no dia 13 de julho.
“Somos o primeiro órgão público no Brasil a implementar todos os processos do ITSM e isso já nos torna referência nacional das melhores práticas de governança”, comemora o coronel Roberval França. Vale ressaltar que quando a PM resolveu definir as premissas para o modelo de gestão, ainda em 2006, a missão principal era tornar a instituição referência internacional de inovação tecnológica.
O modelo de gestão foi desenhado com apoio da consultoria Pink Elephant e baseado em padrões como BSC-IT; COBIT; CMMI; ITIL v3; ISO 9000, 20000, 27000 e 38500; MEG-PNQ; PMI; TOGAF. Já a ferramenta da IBM somada aos processos do ITIL contaram com a integração da Ação Informática e Kalendae.
Outra ação importante foi o Programa de Desenvolvimento de Competências e Retenção de Talentos, que envolveu mapear as competências da Polícia Militar, avaliar quais delas eram estratégicas, gerenciais e operacionais e ainda desenvolver, selecionar e remunerar de acordo com novo mapa de talentos surgido a partir dessa iniciativa.
França explica que como não era possível pagar pela competência ou desempenho em função das regras da Polícia Militar, a solução foi criar oportunidades de conhecimento para os profissionais. Resultado: R$ 470 mil investidos em cursos e certificação em 2009, R$ 630 mil em 2010 e o orçamento de 2011, garante o coronel, será ainda maior. Motivo?
O orçamento de TI cresceu 560% após a execução dos projetos de governança. França informa que a previsão do orçamento de 2011 é de R$ 400 milhões, enquanto neste ano o montante foi de R$ 108 milhões. Além disso, os policiais certificados que conseguiram aumentar os currículos com o investimento da PM ganharam reputação suficiente para participar ativamente de comitês internacionais dos tais padrões colocados em prática, o que indiretamente gera renda com palestras, entre outras possibilidades
fonte: Decision Report



