ITIL e o atentado de 11 de Setembro
É impossível esquecer o que ocorreu 8 anos atrás e as mudanças históricas que tivemos desde os atentados de 11 de Setembro. Mas o que isso tem a ver com TI e com ITIL?
Há alguns anos, nenhuma, ou talvez somente as mais precavidas e (por que não???) pessimistas organizações, pensavam em colocar seus sites de backup e suas estratégias de contingência a uma distância razoável uma da outra. Isso para citar somente um item relacionado à estratégia de continuidade do negócio e de TI.
Testar o plano de continuidade de negócio (e com ele o de TI) não era uma obrigação, mas uma prática somente das grandes empresas. A preocupação maior que havia era com desastres naturais.
Infelizmente, a mente humana é capaz de gerar situações que ás vezes nem os próprios humanos podem prever. E foi assim com o atentado do WTC em 11 de Setembro de 2001. Além das vidas perdidas, foram dados e mais dados perdidos, informações valiosas que nunca mais puderam ser recuperadas.
Algumas empresas situadas na Torre Sul do World Trade Center possuíam site de backup na torre Norte e vice versa. Ambas as torres ruíram e com elas as informações de centenas de organizações que dependiam de TI para suportar seus negócios.
A mesma mente que é capaz de planejar e fazer horrores, também pode aprender com os erros. Hoje se dá muito mais valor ao plano de continuidade de negócios e o ITSCM (IT Service Continuity Management) ou em nossa língua – Gerenciamento de Continuidade de Serviços de TI.
Hoje é muito importante realizar um BIA (Business Impact Analisys) que objetiva entender quais são os serviços mais importantes para o negócio, identificar os VBFs (Vital Business Functions) ou as funções vitais para o negócio. Com essas informações é possível definir as ações de mitigação (após avaliar a probabilidade e riscos de um desastre) e definir a estratégia de continuidade do negócio e de TI.
Vamos utilizar um exemplo prático. Imagine uma empresa que fornece serviços de Cloud Computing. Quais são os serviços considerados críticos para o negócio do Cliente? Sem dúvida o mais crítico (e para todos os Clientes) é a conectividade, pois sem rede não seria possível acessar a nuvem de aplicações.
Mas cada Cliente pode depender mais de um ou outro serviço em relação a outro Cliente. O importante é fazer uma análise de riscos e impactos antes de definir qualquer estratégia de continuidade.
Estamos disponibilizando um “template” de Plano de Continuidade em nosso War Room (seção Downloads). Enfatizamos que se trata apenas de um modelo, que deve ser adaptado para a realidade de sua empresa.
Lembrando que a ISO 20.000 sugere teste e revisão desse plano pelo menos anualmente ou a cada mudança maior.
Já diziam os mais sábios: é melhor prevenir, que remediar. Porque em alguns casos, como no 11 de Setembro, não houve a segunda opção.
Cláudia Marquesani e Renê Chiari
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