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Governança de TI está com os dias contatos, diz pesquisador

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Em organizações maduras, tendência é que orçamento de tecnologia seja dividido por áreas de negócio, diz Pesquisador do MIT, Peter Weill.

Por Patrícia Lisboa, repórter da CIO

O pesquisador-sênior do Centro para Pesquisas em Tecnologia da Informação do MIT (Massachusetts Institute of Technology), Peter Weill, acredita que a governança de TI, da maneira como conhecemos hoje, está com os dias contados.

Defensor ferrenho de que as melhores práticas de atuação são um fator essencial para o desempenho dos negócios, Weill afirma que em corporações maduras existe a tendência de se incorporar todos os controles departamentais – inclusive a governança de TI – em um único modelo de governança corporativa global.

“A expectativa é de que não haja governança de TI no futuro”, diz o pesquisador, que complementa: “Isso porque, com a evolução das normas regulatórias dos mais diversos setores, é esperado que todas as companhias precisem integrar as iniciativas em uma só política”.

Autor do livro “IT Governance: How Top Performers Manage IT Decision Rights for Superior Results” (Governança de TI: Tecnologia da Informação, em português), ele ainda complementa que o mesmo deve acontecer com o orçamento específico da TI.

Na visão do especialista, ao passo que o gestor de tecnologia passará a coordenar ações que tragam resultados práticos ao negócio, em vez de centralizar o budget da área, ele terá acesso a uma parcela dos recursos destinados aos projetos que envolvem a TI de cada departamento.

Na prática, o pesquisador aposta em uma estrutura orçamentária da seguinte maneira: com base nas demandas das áreas de negócio e na condição financeira da companhia, os recursos estabelecidos para o segmento de tecnologia da informação serão divididos e repassados aos demais departamentos. “Assim, quando planejar uma iniciativa voltada à área de finanças, por exemplo, o CIO utilizará os orçamentos específicos que o departamento financeiro possui para as iniciativas ligadas à TI”, explica ele.

Para alcançar tal patamar de integração entre as áreas, no entanto, Weill alerta que as companhias terão de colocar ordem na casa, estabelecendo políticas efetivas e segmentadas de governança. “Não é possível integrar tudo sem que cada departamento tenha cumprido seu dever e organizado projetos individualmente”, conclui o especialista.

Fonte:  COMPUTERWORLD

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2 Comentários em “Governança de TI está com os dias contatos, diz pesquisador”

  • brescianiitaliana
    5 de outubro de 2009, 9:35

    Interessante este artigo… Aliás parabéns pelo blog.
    E agora isso me faz pensar se a especialização em governança ainda vale a pena ser investido..

  • 5 de outubro de 2009, 10:26

    Olá Thais! Obrigado por nos acompanhar! A minha interpretação do artigo é de que as organizações cada vez mais estão assumindo a importância da TI. A idéia da TI não ser mais “segmentada” e fazer parte efetivamente do negócio só vem a elevar essa boa reputação. De forma alguma isso indica que não devemos mais investir nas especializações em governança de TI.
    Abraços!

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