Desafios na Implementação da Gestão de Capacidade
A implantação do processo de Gestão de Capacidade é algo que pode ser considerado como um “luxo” em algumas organizações, principalmente porque geralmente são priorizados outros processo, como os de Suporte a Serviços.
Mas, nada impede que por uma decisão estratégica o negócio decida pela implantação de um ou vários dos processos de entrega de Serviços. Se a organização já possui maturidade nos outros processos implantados, fica muito mais fácil. Caso contrário, o desafio é muito grande.
Encontrei grandes dificuldades e dilemas na implantação deste processo.
Cito abaixo alguns desses desafios e acrescento conselhos para evitá-los e/ou minimizá-los:
- A dependência por automação é imensa e nem sempre esses recursos estão disponíveis. A não ser que sua organização seja extremamente pequena, fica inviável implementar a gestão de capacidade sem ferramentas para suportá-la (ferramentas de monitoração, por exemplo).
- Nem todas as ferramentas de mercado que se propõem a fazer Gestão de Capacidade o fazem efetivamente.
- As interfaces com outros processos são tão importantes, que a falta delas pode comprometer a eficácia e eficiência do processo, como por exemplo:
- a falta de um BDGC confiável e atualizado (Ger. de Configuração / Ger. de Mudanças) pode comprometer a definição do seu baseline. As configurações definidas para monitoração de Capacidade também podem ficar incorretas;
- sem um processo bem desenhado e implementado de Gestão de Níveis de Serviço, a Gerência de capacidade também não trará os benefícios esperados para a organização. A gerência de nível de serviço deve contribuir fornecendo para Capacidade o correto entendimento dos objetivos de negócio. Com essa visão, a Gerencia de capacidade será muito mais eficiente e eficaz para prover a demanda atual e futura requerida.
- Algumas atividades do processo podem parecer não aplicáveis ao seu ambiente, adote e adapte para sua organização. Não gaste energia em algo que não trará benefícios para seu negócio.
- O treinamento dos envolvidos no processo é mais difícil. A Gerência de Capacidade é um processo menos difundido e conhecido que os processos de suporte a serviços e na maioria das vezes o público a ser treinado só teve contato teórico com este assunto.
Lembre-se: a Gerência de Capacidade deve ser responsável pela:
=> capacidade certa, no lugar correto, no momento adequado, para o cliente interessado e a custos aceitáveis.
Para que o processo traga sucesso para os objetivos da organização é importante: ADAPTÁ-LO, DIVULGÁ-LO E TREINAR todos os envolvidos.
Para auxiliar, estou disponibilizando em nossa área de downloads (War Room) um modelo de Plano de Capacidade.
Espero ajuda-los em mais este desafio da implementação das boas práticas ITIL. Boa sorte!
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6 Comentários em “Desafios na Implementação da Gestão de Capacidade”
Rene, eu gostaria de comentar o seu post. Eu concordo com muitos pontos que você colocou, a forte depedência de ferramentas muitas vezes é um impecilio para a implementação do processo de Gerenciamento de Capacidade, mas creio que o maior impendimento para a implatação desse processo é falta de conhecimento por parte de alguns lideres do beneficio que esse processo traz para toda a organização, trabalho com gerenciamento de capacidade a pouco mais de 7 anos e posso te garantir que a falta de conhecimento do processo é enorme. Mais um desafio para nós que trabalhamos e buscando difundir melhores práticas.
Um abraço.
Olá Zanardo! Estou contigo e não abro. Dá pra contar nos dedos as empresas que realmente entendem os beneficios e aplicam de forma eficiente o Gerenciamento de Capacidade. Obrigado por agregar conhecimento e por nos acompanhar!
Grande abraço!
Legal Renê.
Vou chover no molhado, mas segue uma contribuição.
Gestão da Capacidade é estratégia e prática essencial para o plano de continuidade e crescimento sustentável dos negócios. Deve estar Está diretamente ligado ao negócio da empresa. Ela é viável mediante recursos de monitoramento e relatórios estatísticos, que podem ser gerados e alimentados manualmente ou por cruzamento de muitos dados, oriúndos, por exemplo, das aplicações de service desk (Qualitor, Remedy). O Essencial nestes casos é que o gestor de capacidade saiba:
O que tem; Onde esta: O que deverá ter e onde devera estar, em curto, médio e longo prazo.
André, obrigado pela preciosa contribuição! Abraços e obrigado por nos acompanhar!
Concordo com o Renê no que diz respeito a dependência de ferramentas de monitoração e configuração como também com os leitores onde em seus posts relataram a dificuldade de conscientização das pessoas e líderes na importância da implantação deste serviço. Estou começando a implantar a Gestão de Capacidade no SERPRO e agradeço a contribuição desta leitura. Abraços!
André, fico feliz em saber que o conteudo ajudou. Boa sorte em seu projeto, e sinta-se a vontade para comentar descobertas (boas ou ruins) que tenha durante o caminho.
Abraços e obrigado por nos acompanhar!